2º Encontro de 2019.2

Por Lúcia

A coordenadora iniciou cumprimentando os presentes e em seguida perguntou até que ponto se deve engessar o professor ante o dever de cumprir uma diretriz curricular imposta de cima para baixo em uma carga horária pré-definida. Nessa ocasião, interagiu com os presentes indagando o que pensavam a esse respeito. Janaína expôs seu entendimento e Iasna falou sobre a liberdade de cátedra, informando que há desvirtuamento desse conceito pois, alguns profissionais dele se utiliza para fazer o seu próprio programa se afastando das diretrizes curriculares.

Stephanny informou que o autor aborda a importância que tem uma academia para o aluno pelo constante contato com a sociedade e com os professores abertos a os ouvir; fez um parâmetro entre o ensino público e o privado; falou sobre a liberdade dos alunos nas universidades públicas e da resistência aos novos métodos mais dinâmicos. Iasna interagiu externando sua preocupação quanto àqueles que se perdem no meio do caminho, fazendo uma alusão aos alunos que cursam uma IES apenas pensando em passar em provas e obter seus diplomas, pois o Direito é muito mais do que passar na prova da OAB, mas que é um problema cultural, uma vez que os colégios disputam concorrência divulgando a quantidade de alunos que conseguem passar no ENEM e outras provas de concurso. Também externou sua preocupação com os alunos que não conseguem se adaptar aos novos modelos de avaliação adotados pelo MEC.

Janaína interagiu externando sua preocupação com o crescimento dos cursos EAD dada a necessidade de atuação na prática. Stephanny concordou alegando a necessidade de as pessoas interagirem e debaterem, pois os debates são importantes para o desenvolvimento da ciência, o que não ocorre nos cursos EAD. Janaína falou que professores estão omitindo que são doutores em seus currículos porque a IES particulares não têm interesse em contratar doutor, já que com o aumento de cursos EAD não há interesse em desenvolverem as pesquisas. Stephanny continuou, abordando acerca da Resolução 5 e a critica entendendo que a mesma será de difícil implantação dado o momento atual no governo. Janaína, voltando ao assunto, aborda o que chama de cultura da valorização do profissional técnico em detrimento do científico a exemplo de Hackers e They Traiders, que bastam fazer um curso pela internet que podem conseguir ganhar bastante dinheiro, muito mais até daqueles que se esforçam e estudam dificultando, inclusive, qualquer argumento nesse sentido em favor dos jovens. Indagou, o que fazer para mostrar para filhos e alunos a importância de estudar?

Iasna informou que em Editais de concurso são exigidos, além do conhecimento jurídico, também o conhecimento tecnológico. Joana informou que no ensino EAD, quando o aluno precisar fazer pesquisa vai precisar de um orientador o qual deverá ser um profissional qualificado e, no caso, o que já está acontecendo é o inverso; não estão valorizando a qualificação do professor. Stephanny abordou sobre o ensino hibrido. Joana falou da dificuldade que está sendo na graduação para cursar as disciplinas e fazer pesquisa ao mesmo tempo. A dificuldade consiste na diferença de metodologia adotada pelos professores, pois uns adotam o ensino tradicional, só falam e não interagem com os alunos e outros em que os alunos são o centro de atenção da aula. No entanto, a dificuldade consiste na resistência dos alunos que não querem participar, não gostam de falar. Alegou ainda que a dificuldade de realizar as pesquisas é que alguns livros da biblioteca já não são tão atuais e muitas vezes quando chegam para alugar, já não existem mais exemplares disponíveis. Janaína orientou que a melhor pesquisa é a realizada em consulta de artigos que sempre são atuais e os livros, mesmo que novos geralmente já têm sua carga de defasagem.

Stephanny disse que a UNI7 está mudando sua forma de lecionar através dos novos professores, o que tem sido um desafio para os professores mais antigos. Nayanne disse que os alunos até mudam de disciplina quando o professor adota uma metodologia ativa e que tem sido uma dificuldade para os professores. Stephanny concordou e concluiu que a prática na sala de aula tem demonstrado que a mudança na metodologia de ensino aprendizagem é uma questão de mudança cultural e que será um grande desafio a sua transição.

Durante o lúdico, a Janaína pediu a todos os presentes que se levantassem e fizesse uma roda. Em seguida, pediu para que todos tirassem seus sapatos e ficassem com os pés descalços uns minutos para sentir o chão e em seguida passassem seus sapatos para o vizinho da esquerda. Mandou que calçássemos o sapato do vizinho. Após, indagou aos presentes quais sentiram algum desconforto. Alan que calçou salto alto de Janaína não conseguiu se deslocar no calçado com facilidade. Com isso, Janaína explicou que para nós, é sempre difícil sairmos da nossa zona de conforto, se referindo a acomodação que nos dá nossos próprios sapatos; mas, que muitas vezes temos que sair e experimentar novos modelos de vida, novos valores, o que nos causa estranheza inicialmente, mas depois nos amoldamos a ela e isso é o que nos faz crescer. Em seguida, Joana fez tocar a música “Sapato velho” do grupo musical Roupa Nova e em seguida fala das dificuldades de adaptação, mas que elas são necessárias.

Autor: grupoecomplex

O Grupo de Estudos “ECOMPLEX: Direito, Complexidade e Meio Ambiente” lançou edital para seleção de membros. O ECOMPLEX é coordenado pela Prof.ª Dr.ª Germana Belchior e possui as seguintes linhas de pesquisa: Pensamento Complexo, Direito e Transdisciplinaridade: busca investigar acerca do pensamento complexo e suas consequências para o conhecimento científico do Direito e o diálogo de saberes. Tem como pergunta de partida: Como e em que medida o pensamento complexo influencia os saberes no Direito? Complexidade, Epistemologia e Direito Ambiental: pretende investigar como o Direito Ambiental influencia a formação de uma nova epistemologia jurídica sob a óptica do pensamento complexo. Tem como pergunta de partida: Quais são os fundamentos de uma epistemologia jurídico-ambiental? Complexidade e Ensino Jurídico: intenta investigar sobre a necessidade premente de transformações no ensino jurídico em virtude do pensamento complexo. Tem como pergunta de partida: Qual é a repercussão do pensamento complexo no ensino jurídico e, consequentemente, na formação de futuros profissionais do Direito?

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