3º Encontro de 2019.2

Por Letícia

No último encontro fomos ao parque Adahil Barreto, com intuito de sair das dependências da faculdade para fazer uma reunião descontraída. Fizemos um lanche coletivo e também levamos nossos copos de casa para não usar os de plástico.

Esse ano estamos fazendo uma análise do livro “Cursos de Direito no Brasil:
diretrizes curriculares e projeto pedagógico” do professor Horácio Wanderlei
Rodrigues. Conectando-se ao encontro anterior, as coordenadoras, Thais e Carla, fizeram questionamentos e trouxeram argumentos baseados na literatura usada para falar sobre os cursos de Direito ofertados atualmente. Entramos em discussão, em primeiro momento, sobre a metodologia oferta pelos professores.

De conhecimento geral, o curso jurídico é preenchido com várias leituras e aulas doutrinadas. Assim, grande número de docentes não conseguem, já institucionalizados com técnicas metodológicas cansativas, buscam inovar em passar de uma maneira ativa o conteúdo passado. Foram citados exemplos de como os professores não alcançam esses alunos e limitam-se ao ficar no comodismo. Germana citou a escola da Sofia, tendo um viés construtivista, para demonstrar a relevância do uso de metodologia ativa para ajudar o discente a entender sobre o conteúdo que está sendo repassado.

Porém, o ensino é uma via bilateral. Nota-se que os alunos vêm chegando do colégio já doutrinados em só uma vertente de ensino, ou seja, aquela na qual ele é apenas ouvinte de um conhecimento supremo, no caso, o do professor. Assim, ao mestre cujo busca inovar no ensino, trazendo novidades aos alunos, para que esses possam entender de forma mais inteligente o conteúdo já tão abatido, depara-se com barreiras na própria turma.

Junto a isso, Germana salientou se as instituições de educação estão buscando renovar-se nos prazos para adequação ao novo currículo de ensino proposto. Essa inovação foi proposta ano passado e acordado um prazo de dois anos para adaptação curricular.

O curso de Direito, ofertado em máxima escala no país, não anda produzindo juristas competentes. Os alunos não buscam, efetivamente, sair das barreiras das faculdades para tentar descobrir fora do âmbito concreto novas experiências que incrementem a perspectiva de uma advocacia mais ampla e humana. Com isso, os cursos de Direito utilizam-se apenas dos Núcleos de Prática Jurídica para que os alunos consigam colocar na prática o que foi aprendido dentro da sala de aula.

Olhando para dentro a UNI7, notamos algumas questões que a diferenciam das outras faculdades. As várias atividades extracurriculares e grupos de estudos, com professores dispostos a mostrarem aos alunos que o curso é muito mais do que a doutrina aprendida dentro da sala de aula. Como um grupo de pesquisa, o Ecomplex visa em incentivar os alunos a começarem na escrita científica desde o início do grupo, pois as linhas de pesquisa são abertas à todos, a partir do primeiro semestre. A professora relatou o fato dos alunos chegarem ao final do curso, tentando escrever a monografia, mas não conseguindo, pois nunca redigiram um artigo científico. Assim, ficam perdidos, na maioria das vezes, e desesperados.

Seguindo essa linha, os alunos mestrados aconselharam aos alunos da graduação o que eles achavam importante aproveitar durante o curso e a resposta unânime foi “pesquisem e aproveitem, pois passa rápido”.

Mariana foi a responsável por trazer o lúdico ao encontro de sábado. Fizemos uma dinâmica que remeteu a importância na unidade e como devemos nos apoiar uns aos outros.

Autor: grupoecomplex

O Grupo de Estudos “ECOMPLEX: Direito, Complexidade e Meio Ambiente” lançou edital para seleção de membros. O ECOMPLEX é coordenado pela Prof.ª Dr.ª Germana Belchior e possui as seguintes linhas de pesquisa: Pensamento Complexo, Direito e Transdisciplinaridade: busca investigar acerca do pensamento complexo e suas consequências para o conhecimento científico do Direito e o diálogo de saberes. Tem como pergunta de partida: Como e em que medida o pensamento complexo influencia os saberes no Direito? Complexidade, Epistemologia e Direito Ambiental: pretende investigar como o Direito Ambiental influencia a formação de uma nova epistemologia jurídica sob a óptica do pensamento complexo. Tem como pergunta de partida: Quais são os fundamentos de uma epistemologia jurídico-ambiental? Complexidade e Ensino Jurídico: intenta investigar sobre a necessidade premente de transformações no ensino jurídico em virtude do pensamento complexo. Tem como pergunta de partida: Qual é a repercussão do pensamento complexo no ensino jurídico e, consequentemente, na formação de futuros profissionais do Direito?

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