Complexidade e Ensino Jurídico

A história do conhecimento é uma série de superações de conceitos, teorias, técnicas, modos de pensar e agir. O estudo da Teoria do Conhecimento influenciará a formação do conhecimento científico e, por conseguinte, o Direito, notadamente a maneira pela qual se repassa esse conhecimento, ou seja, no Ensino Jurídico. Sendo assim, nenhum estudo científico poderá ser feito desprezando as bases epistemológicas, o que justifica a importância e a necessidade de se ater ao paradigma de conhecimento utilizado para conceber determinado estudo, com o fito de investigar as suas influências para o Direito e, portanto, para a educação jurídica.

Vivencia-se uma transição paradigmática: positivismo e pós-positivismo, pensamento simplista e pensamento complexo, modernidade e pós-modernidade. A opção por um paradigma pressupõe o exame de seus pressupostos e limitações, sendo, pois, provisória e relativa. Nesse contexto, é preciso ampliar a visão para além do sistema jurídico e perceber as interconexões que o Direito faz com as outras áreas do saber, uma vez que os conhecimentos se constituem de sistemas inseridos e alimentados por outros sistemas, cuja influência é reflexiva, à luz dos princípios da complexidade, quais sejam, da recursividade e da autoeco-organização.

Diante disso, a linha de pesquisa tem como pergunta de partida: qual é a repercussão do pensamento complexo no ensino jurídico e, consequentemente, na formação de futuros profissionais do Direito? O objetivo geral é, portanto, investigar sobre a necessidade de transformações no ensino jurídico em virtude do pensamento complexo.